O Presidente do Ruanda, Paul Kagame, afirmou que as empresas multinacionais que operam em Cabo Delgado, no Moçambique, deveriam contribuir financeiramente para a segurança da região. Em entrevista à agência Jeune Afrique News, o estadista destacou que o montante fornecido pela União Europeia, cerca de 20 milhões de dólares, é mínimo comparado aos custos reais das forças ruandesas na província, que somam cinco vezes mais.
Kagame também criticou os Estados Unidos por favoritismo à República Democrática do Congo, considerando injustas as sanções impostas a Ruanda. Sobre a presença militar ruandesa em Cabo Delgado, enfatizou que ela não depende da UE e questionou a disposição das multinacionais, como Total e ExxonMobil, em pagar pela segurança dos seus ativos.
O líder ruandês defendeu que, se as empresas precisam de segurança, devem custeá-la; caso contrário, as tropas deveriam se retirar.
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